Perdoem-me os que como eu, sentem um certo medo e/ou vergonha alheia quando lêem divagações abstratas e com um tom de desabafo. Sinto que hoje, ainda que o intuito não seja desabafar, terei de divagar (ou tentar) sobre as contradições mundanas existentes na raça humana.

 

Essa dualidade irritante, que cisma em fazer parte de tudo o que se faz e se pensa, tende a mostrar que todos os valores não fazem sentido nenhum.

Os seres humanos, tem o costume e até o orgulho em dizer que possuem seus valores – estes que são muito íntegros – e principalmente, que valores são importantes, mostram a formação da pessoa. Não me refiro aos casos extremos, onde existe fundamentalismo ou coisa do tipo. Mesmo em pessoas consideravelmente céticas, insistem em achar importante ter valores e segui-los.

 —

Este texto escrevi há algum tempinho atrás, e após escrever esse pedaço eu o li e fiquei insatisfeita. Percebi que não iria chegar a lugar algum e que precisava de mais argumentos e mais palavras para chegar a uma conclusão de pensamento.

O meu objetivo com esse texto era divagar sobre o porquê de as pessoas sentirem necessidade em  ter valores. O porquê de tudo o que se faz, se pensa, se sugere ser quase que como uma obrigação fruto de um valor pré determinado. O porquê de as pessoas prezarem tanto a integridade, mesmo que esta tenha valores que sejam extremamente contraditórios. Nenhuma resposta satisfatória me veio à cabeça até então.

Chego agora à conclusão mais sensata e desestimulante:

Tenho hoje a impressão de que nunca chegarei a uma resposta satisfatória. Qualquer resposta que eu encontre para tal pergunta terá implícita nela algum valor, alguma idéia pré determinada.

É, no mínimo, engraçado ler uma divagação desse tipo escrita por uma pessoa como eu, que ao mesmo tempo que tenta se desvincular de qualquer tipo de pré determinação, preza por alguma integridade -esta que ainda é um tanto obscura - e é cheia de valores que escolheu para si. 

Observação: O que foi esse parágrafo inicial que resolvi colocar? Não tem o menor vínculo com o resto do texto, mas achei bacana deixar assim mesmo.

Impulso

abril 22, 2008

O que fazer quando tem-se tudo e quer-se nada?

Não me refiro ao termo geral e sociológico dessa frase, e sim ao termo que eu me refiro.

Quando não quer-se paz, não quer-se saúde, não quer-se amor, não quer-se amizade. Nem o contrário, nem nada.

( Mudando os rumos: o verbo gostar é o mais indefinido de todos. A negação não faz sentido como em outros verbos, veja: Eu não gosto de você não quer dizer que você quer mal a pessoa e sim que você não gosta dela, pegou? Você simplesmente não gosta, mas o sentido da negação não é esse. É o de desgostar. Pois bem, serve isso para entenderem que quando eu disser que não gosto, o sentido não é de desgostar, e sim de não gostar. )

Essa vontade constante de afastamento, que anda acompanhada da necessidade de proximidade.

Não gostar das pessoas, de amigos, de família, de desconhecidos, de quem quero conhecer, de ninguém, de todos.

Pensamento que precisa de mais exercício de minha parte para comentar e divagar.

FUCK

abril 17, 2008

Eu adoro o jeito que fuck é usado no inglês! Queria usar no português também, mas nao fica bacana. Perde o sentido.Só por isso, achei bacana usar como título e expressar minha vontade de falar FUCK constantemente mas não fica legal, até porque eu sou contra inglês. (o.O)

Começando o que não tem começo e que, pelo jeito, não tem fim:

Sempre achei simpática essa idéia de blog. Esse não é o primeiro site de escrever coisas que eu faço, mas é o primeiro que eu pretendo escrever coisas que prestam. Prestam para mim, nesse caso, uma vez que sinto que eu serei umas das únicas pessoas que lerão esse negócio (ou escreverão, que seja) ((no plural mesmo)).

Nesse lugar, confissões é que não serão escritas. Talvez algumas coisas que não sejam muito claras, podem soar como confissões, mas não é esse o objetivo desse site. Não quero, nem pretendo, falar sobre o meu dia. O próprio título provisório já diz que aqui serão lidas divagações, estas que terão a pretensão apenas de falar de nada, de tudo, expressar sentidos, opiniões, nem sempre verdadeiras. Espero, na verdade, que de tudo seja escrito aqui. Sem definições. O quanto menos isso parecer comigo, melhor. Mais isso terá de mim, realmente.

Pois bem, como não tem fim, continua…

 

 

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.